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terça-feira, 16 de março de 2010

Capa da Revista Agropecuária Tropical Nº 30 de 1983


Esta capa da revista agropecuária tropical e as reportagens disponibilizadas neste blog são as provas de que a quase trinta anos atrás se valorizava mais os recursos genéticos nativos do que nos dias de hoje onde vivemos um avanço bem maior da ciência e onde se fala muito em ecologia, biomas, conservação, valorização e aprimoramento dos nossos potenciais zoogenéticos e de plantas. O núcleo de preservação e seleção do cavalo nordestino em Juazeiro da Bahia nasceu do amor e respeito que cinco amigos têem pelo cavalo nordestino e pela urgente necessidade em se cuidar deste rico patrimônio genético esquecido e desprezado por todos, queremos com a valorização deste pequeno grande herói valorizar também o vaqueiro do nordeste brasileiro, esses dois personagens estão a cada dia mais relegados no esquecimento até mesmo dos nossos professores de história. Convidamos você à vir em nossa região e conhecer o último reduto na bahia de cavalos nordestinos que vivem no vale do rio salitre, região seca, mas muito rica, não só em termos ambientais, mas também culturais e históricos. Traremos até você, posteriormente, fotos e vídeos de lotes de cavalos em estado semi-selvagem, não é totalmente uma vez que precisam vir beber nas cacimbas e poços das fazendas. É imprecionante a resistência destes animais, a maneira como conseguem converter bagaços, gravetos e ramos secos em algo que os mantêm de pé. Não adianta tentar colocar algum indivíduo de outra raça pois não resitiria às dificuldades de escasses de água e de alimentos, pois o cavalo nordestino do vale do salitre se parece, em resistência, com um camelo, pois passam em média de dois a três dias sem beber, andam distâncias enormes em um sol escaldante de terreno pedregoso para se alimentar e até de cactos como o cabeça de frade. O nosso grande pequeno cavalo não é lembrado nem pelos hipólogos de que já estão a mais de quatro séculos resistindo bravamente, mas que, com a degradação do seu meio com o desmatamento indiscriminado, vastas áreas cercadas, secas mais prolongadas e o descaso de todos está prestes a desaperecer do senário nordestino assim como o próprio homem.

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