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quarta-feira, 3 de março de 2010

Padrão Zootécnico Homologado Pelo MAPA



PADRÃO RACIAL DO CAVALO NORDESTINO

I – Finalidade
Animais, resistentes, rústicos, bem conformados, ideais para a lida no campo, esporte, cavalgadas e tiro leve, como também para a produção de muares.

II – Aparência Geral:
Aparência nobre, altiva, linhas harmoniosas e definidas.
1) Pelagem: qualquer pelagem: exceto a albina.
2) Altura: Altura máxima para ambos os sexos de 1,50m.
Para Machos: mínima de 1.35 m.
Para Fêmeas: mínima de 1.30 m.
3) Forma: Porte médio bem proporcionado, leve em sua aparência geral e de musculatura forte e definida.
4) Constituição:
Forte e de condições sadias.
5) Qualidade: Ossatura seca e resistente, tendões delicados, pele de pigmentação escura e pelos finos.
6) Temperamento: Demonstrando vivacidade com expressão ativa e dócil.

III–Cabeça e Tronco

1) Cabeça: Pequena, larga na frente, ganachas afastadas.
2) Perfil: Chanfro = Retilíneo a sub-convexo.
3) Olhos: Afastados, móveis e expressivos, pálpebras móveis e flexíveis.
4) Orelhas: Medianas, bem inseridas e bem dirigidas
5) Boca: De abertura média, lábios finos, móveis, firmes e justapostos.
6) Narinas: Grandes, largas e flexíveis.
7) Pescoço: De forma piramidal, proporcional à cabeça.

IV – Tronco
1) Cernelha: Bem definida, oblíqua, conferindo ao bordo superior do pescoço boa direção.
2) Peito: Largo e profundo boa musculatura sem saliência óssea.
3) Dorso e Lombo: Proporcionais, retos, flancos ligeiramente profundos e arredondados.
4) Costelas: Longas, arqueadas, conferindo uma boa amplitude torácica.
5) Tórax: Amplo e profundo.
6) Ancas: Simétricas, salientes e musculosas.
7) Garupa: Da mesma altura da cernelha, harmoniosamente inserida à região lombar e suavemente inclinada. Tolerando-se até 2 cm na diferença da altura de cernelha.
8) Cauda: De boa inserção, bem implantada e dirigida, sabugo curto e firme, pelos finos, ralos e sedosos.
9) Órgão Genitais: Testículos de bom volume, simétricos, móveis e no interior da bolsa. Genitália externa e úbere funcionais, sem anomalia.

V – Membros
1) Espáduas: Bem pronunciadas e oblíquas.
2) Braços: Médios e de boa cobertura muscular
3) Antebraços: De comprimento médio, retos e cobertura muscular delgada.
4) Joelhos ( carpo ): Retos, chatos e resistentes proporcionais e na mesma direção do antebraço e bem articulados.
5) Coxas e Pernas: Cheias de boa cobertura musculares bem anguladas e proporcionais.
6) Jarretes: Secos, lisos, bem aprumados e articulados.
7) Canelas: Proporcionais, secas e descarnadas, tendões fortes e bem delineados e isentas de taras.
8) Boletos: Médios, definidos e bem articulados.
9) Quartelas: Médias, oblíquas e fortes.
10) Membros do Conjunto: Isentos de taras e bem aprumados na estática e em dinâmica.
11) Cascos: Pequenos arredondados, escuros ou rajados, de ranilhas profundas e elásticas. De preferência pretos.

VI - ANDAMENTO

O trote em todas as suas modalidades.

VII – DESCLASSIFICAÇÃO:

1) De Pelagem: Albino ( gázeo ), despigmentação nas orelhas e da íris.
2) De Olhos: Albinóide, deficiência congênita hereditárias de visão.
3) De Temperamento: Vícios considerados graves e transmissíveis, agressivo ou linfático.
Vícios considerados graves ( empina, empaca , escoiceia , nega estribo, mesquinho das orelhas, dispara, pula, queixo duro ).
4) De Conformação:
a ) Cabeça: - Perfil convexilíneo (Acarneirado), côncavo.
b ) Orelhas:- Orelhas mal implantadas ou mal dirigidas (cabanas).
c ) Lábios: - Relaxamento das comissuras ( belfo ).
d) Pescoço: - invertido em ambas as bordas (de cervo ) ou cangado.
e) Linha Dorso Lombar - Cifose ( de carpa ), lordose ( selado ), escoliose ( desvio lateral de coluna).
f) Membros: - Taras ósseas e defeitos graves de aprumos.
g) Cascos: - Defeitos que possam ser congênitos.
h) Aparelho Genital: Defeitos congênitos, hereditários e aparentes. Criptorquidismo, monorquidismo, hipoplasia e hiperplasia.
i) Animais com a altura da garupa superior 2 cm, à da cernelha.
j) Prognatismo, quando ultrapassar a face triturante da arcada dentária.
k) Doenças congênitas, hereditárias e transmissíveis .
l) Ancas assimétricas.
m) Garupa excessivamente inclinada ou derreada.
n) Andamento - Qualquer outro que não seja o trote em todas as suas modalidades
OBS: Sendo admitidos animais que, quando soltos, não desenvolvam outro andamento que não seja o trote.

OBS: Estes padrões zootécnicos da raça, foram retirados do regulamento de registro genealógico da antiga Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Nordestino e que o núcleo Juazeirense de preservação e seleção da raça o aprimorou para os dias atuais, alterando apenas a altura de cernelha que variava de 1,27m a 1,47m. Sendo aceito atualmente, para início dos trabalhos, animais com altura mínima de 1,29m para fêmeas adultas e 1,35m para machos adultos, pois entendemos que as crias destes animais quando bem criados poderão mostrar as suas reais potencialidades genéticas atávicas (Avós).


3 comentários:

  1. sou fã, pesquisador e criador do cavalo nordestino e me frustava o fim da Associação do cavalo que tão relevantes serviços vem prestando, há cinco séculos, nos terrenos secos, de caatinga e pedregosos do nordeste, sendo imbatível nesse mister. tenho exemplares da raça que adquiri, garimpando-os no agreste e sertão Alagoas, meu Estado natal. Parabéns pelo nobre intuito.Coloco-me à disposição como mais um entusiasta na preservação e divulgação das qualidades deste pequeno grande cavalo, patrimônio ameaçado do nordeste brasileiro. Meu e-mail para contato é andremayagomes@hotmail.com

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  2. Sem dúvida meritório o projeto da associação que promove o blog. É ocioso eu falar mais sobre as qualidades do cavalo nordestino.

    Entretanto gostaria de reparar que, enquanto o MAPA não reconhecer a nova sociedade, valem os antigos padrões e normas. E, de minha experiência c/o fundador e ex-presidente da Assoc. Médico Veterinária Homeopática Brasileira, mudar regras pré-estabelecidas antes do reconhecimento legal e social de uma nova entidade é navegar em mar revolto e desconhecido.

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